segunda-feira, 25 de julho de 2011

In God we trust


«Peço desculpa a quem se sentir ofendido. Não posso negar a uma pessoa, a um ser humano, a um contribuinte, a um trabalhador, às pessoas do meu distrito e às espalhadas por todo o grande Estado de Nova Iorque, e que fazem dele o grande estado que é, os mesmos direitos que tenho com a minha mulher.» *

Foi assim que Mark J. Grisanti, um senador estadual republicano, justificou o seu voto a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Grisanti tinha antes prometido defender a família tradicional. Mas no dia 24 de junho de 2011 compreendeu que, mais do que os institutos jurídicos ancestrais, cumpre defender o ser humano.

Ontem, Phyllis Siegel (76 anos) e Connie Kopelov * (84) puderam finalmente oficializar uma relação com mais de duas décadas. Duas mulheres determinadas, a quem as leis do passado não favoreceram mas que ainda foram a tempo de viver um novo mundo.

Nas ruas, muitos censuraram-nas, escondidos por detrás de cartazes apocalíticos. Todavia, o Deus que protege os Estados Unidos da América foi forçado a perder a sua severidade. Porque as mulheres e os homens seguem muitos deuses e, alguns, não seguem deus nenhum. Um contraste que os olhos da TIME * tão bem capturaram.

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